O direito à vida é o valor mais importante do ser humano, pois constitui um princípio referencial às exigências éticas, às normas do direito, às práticas sociais e biológicas.
A vida humana inicia-se na concepção, isto é, quando se dá a fecundação, a fusão do espermatozóide com o óvulo. De uma maneira natural a fecundação se dá nas trompas de Falópio. No espaço de 5 a 7 dias o embrião se desloca até o útero e fixa-se no endométrio, o que se denomina de nidação.
Um embrião não representa apenas um amontoado de células sem tecido neural. Um embrião representa o inicio de uma vida. A vida que está em formação de forma latente e que já se utiliza de proteínas para o seu desenvolvimento integral.
A clonagem terapêutica visa a retirada de células-tronco de um embrião nos seus primeiro dias de vida. É um método louvável na busca da cura de muitas doenças. Mas a que custo isto se dará?
Alguns cientistas afirmam ser um embrião nos primeiros dias de vida apenas um monte de células sem importância. Mas nos perguntamos, como sem importância, se este monte de células são capazes de gerar um ser humano, uma vida?
A pesquisa com células-tronco embrionárias é inconstitucional, pois interrompe a divisão celular e impede o desenvolvimento do embrião. É com a fecundação que tem início a divisão celular para a formação de um embrião, a fusão do óvulo com o espermatozóide desencadeia uma série de fatores biológicos.
A questão não é apenas científica, mas essencialmente moral, pois, a vida humana desde o seu momento inicial, continua-se e representa um constante desenvolver-se.
A dignidade humana, os direitos humanos, devem ser respeitados em sua totalidade.
Quando falamos em obtenção de células-tronco, podemos fazer de três formas:
1 - Retirando-se estas células-tronco do próprio paciente(tecidos adultos);
2 - Retirando-se as células-tronco do sangue do cordão umbilical;
3 - Retirando-se as células-tronco de embriões.
Os dois primeiros métodos são louváveis, porque não acarreta danos ao indivíduo. Mas, no caso da utilização de embriões para obtenção destas células, temos que considerar muitos aspectos. Lembrando que células-tronco são células com potencial de se transformarem em qualquer tipo de célula, isto traz a possibilidade de cura para muitas doenças, entre elas Alzheimer, diabetes, infartos, derrames cerebrais, etc…
Retirando estas células-tronco de tecidos adultos do próprio paciente, geralmente da medula óssea ou ainda do sangue do cordão umbilical que permanece na placenta após o nascimento do bebê, estaremos agindo de forma ética, mas retirando este material biológico de embriões humanos, estamos avançando em um terreno que não nos compete decidir o que fazer, e este terreno é a vida.
A questão é a seguinte: qual o método utilizado para a obtenção deste material biológico (células-tronco)?
Na Clonagem Terapêutica, estes embriões podem ser obtidos de duas formas: a partir da clonagem de embriões, especificamente para este fim, que segue a mesma técnica da clonagem humana; ou geralmente e em sua maior possibilidade, obtidos nos estoques das clínicas de fertilização, ou seja, resultado da junção de um óvulo com um espermatozóide, esperando um útero para se desenvolver. Neste caso, especificamente, as células-tronco são retiradas do embrião e todo o resto é descartado.
Quem poderá afirmar que no embrião que fora descartado não havia vida?
Creio que a clonagem terapêutica abre um leque de possibilidades na cura de muitas doenças, mas a que custo isto se dará? Temos que defender sempre a vida, porém em todos os estágios do seu desenvolvimento.