Na primeira audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal, no dia 20/4/2007, sobre a inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança(ADI 3510), foram chamdos cientistas ligados a duas correntes, uma a favor e outra contra alguns dispositivos do projeto de lei. Elizabeth Kipman Cerqueira, médica ginecologista e coordenadora do Centro de Bioética do Hospital Sâo Francisco do Jacareí (SP), enfatizou que a vida começa com a fecundação; prossegue nos próximos 60 dias, na fase embrionária; e até o nascimento, se desenvolve na fase fetal. Entre a fecundação e se nada conspirar contra, segue seu curso até o nascimento de um ser humano. A especialista em biologia molecular Lílian Piñero Eça afirmou que duas a três horas após a fecundação, o embrião humano já se comunica com a sua mãe. Ela estuda sinais de células de embriões no útero(por meio de moléculas marcadas), “pelo menos 100 neurotransmissores são emitidos pelo corpo da gestante, que começa a a sofrer mudanças hormonais“. Essa é a forma de o embrião “falar” para o corpo da mãe se preparar para a gravidez. ” A mãe apresenta uma série de manifestações para ficar em repouso e receber o futuro bebê, como ficar com sono por exemplo“ afirma a pesquisadora.
Ex-ministra que introduziu aborto na França muda de opinião
Comentário de Simone Veil ante as clínicas abortistas da Espanha
http://www.zenit.org/article-15401?l=portuguese
PARIS, quarta-feira, 20 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Simone Veil, a
ex-ministra francesa de saúde que introduziu a lei de despenalização do aborto
em 1975, reconhece que a ciência está demonstrando a existência de vida desde a concepção(grifo nosso).
«Cada vez é mais evidente cientificamente que desde a concepção trata-se de um
ser vivo», afirma a primeira mulher em presidir o Parlamento Europeu de
Estrasburgo entre 1979 e 1982.
Seus comentários aconteceram no contexto da reportagem difundida pelo canal de
televisão «France 2», em 14 de junho, no qual se mostra como na Espanha se
realizam abortos até no oitavo mês de gravidez, informa a revista de imprensa
da Fundação Jérôme Lejeune (http://www.genethique.org ).
No documentário, vê-se a uma jornalista grávida de oito meses a quem é proposto
um aborto em uma clínica privada da Barcelona pelo preço de 4.000 euros.
Simone Veil, de origem judaica, que sofreu a deportação a Auschwitz, reconhece
que esta situação é «espantosa», mas que legalmente não é possível impedir as
mulheres européias de viajar para a Espanha, pois a Corte européia afirmou que
se trata de uma questão própria das legislações nacionais, e não da Europa.
A investigação jornalística constata que na França começa a ser difícil
encontrar médicos dispostos a praticar o aborto por causa da objeção de
consciência.
«Não se pode obrigar a pessoa a ir contra suas convicções», afirma Veil, prêmio
Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional 2005.
Ao referir-se à introdução da lei do aborto na França, revela a antiga ministra,
«o único que havia negociado com a Igreja tinha sido a impossibilidade de forçar
os médicos. É um ponto que é preciso manter, pois não se pode obrigar ninguém a
ir contra suas convicções».