Anencéfalos São Seres Vivos

Agosto 26th, 2008

A anencefalia é representada pela falta do fechamento do tubo neural. O tubo neural é uma estrutura remanescente que vai formar o sistema nervoso central. Este distúrbio, geralmente, se dá pela carência do ácido fólico na alimentação da mãe. Por conta da deficiência na falta de fechamento do tubo neural, podem ocorrer a anencefalia, a espinha bífida aberta e a encefalocele. Muitos pesquisadores vêem a carência de ácido fólico na alimentação das gestantes como um problema de saúde pública e por isto planejam a fortificação da farinha de trigo com o ácido fólico para reduzirem os transtornos de fechamento do tubo neural.

O termo anencéfalo não está de acordo ao que representa a anomalia. O termo anancefalia refere-se a ausência total do encéfalo e hoje sabemos que isto não é verdade.

O encéfalo é formado por Cérebro, Cerebelo e Tronco Cerebral.

No caso dos anencéfalos, não há ausência de todo o cérebro, mas de alguma parte deste, porém, o tronco cerebral, responsável por funções vitais, está presente e intacto, como no caso de Marcelade Jesus, a anencéfala que sobreviveu por quase dois anos, mesmo com a pressão das instituições abortistas que tentaram descaracterizar até mesmo o seu dignóstico de anencefalia.

O tronco cerebral é responsável pelos batimentos cardíacos, respiração, entre outras funções. Marcela de Jesus tinha o tronco cerebral intacto.

Não temos morte encefálica no indivíduo anencéfalo. Não existe morte encefálica quando há respiração.

O anencéfalo é um ser vivo. Apresenta respiração, pressão sanguínea, batimentos cardíacos, seus rins funcionam, seus pulmões funcionam, eles apresentam alguma sensibilidade, se movem e até choram. Seus pés, pernas e braços são perfeitos, seus sistemas circulatório, digestivo, endócrino, urinário são perfeitos. 
Biologicamente, embriologicamente e eticamente é um ser vivo.

Marcela de Jesus, anencéfala, sorria, se mexia, piscava os olhos, soltava gritinhos e chorava; segundo a sua mãe. Ela morreu com 1 ano e 8 meses, por conta de uma asfixia com leite e não por conta da anencefalia.

O anencéfalo é um ser vivo e tem direito à vida.

O tempo que ele vai passar na Terra, após o seu nascimento, não pode ser condição sine qua non para condená-lo à morte.

Sabemos que sua qualidade de vida não é a mesma de um bebê normal, mas sua garantia de sobrevivência e de dignidade devem ser mantidas.

O anencéfalo é um ser vivo que cresce no ventre da mãe, se alimenta, se utiliza das proteínas circulantes no sangue da mãe. Há algo no ventre materno e este algo é um ser vivo em formação, é a vida que se inicia, é o seu filho.

O anencéfalo não é um cadáver, como muitas instituições aborteiras os classificam. 
Muitos anencéfalos sobrevivem meses e até anos após o nascimento. Temos que cuidar destas criaturas. Dar-lhes suporte para que sobrevivam o tempo que for necessário e até o limite de suas condições orgânicas.

Assim como cuidamos do bebê com câncer, do recém-nascido portador do vírus da Aids e de outros bebês com anomalias congênitas graves, onde desde cedo são submetidos ao uso de drogas, a transplantes, a ventilação mecânica e a outros recursos que mantenham a vida.

 Temos que cuidar do bebê anencéfalo. Não importa quanto tempo ele vai viver.

 Devemos ajudá-lo nesta luta pela sobrevivência e não matá-lo impiedosamente. Eles estão vivos. Merecem atenção, cuidados e leis que os ampare. É uma questão humanitária e científica.

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Bebê Anencéfalo sobrevive a quase dois anos.

Agosto 12th, 2008

O nome dela é Marcela de Jesus. Ela nasceu com anencefalia e conseguiu desafiar todos que lhe condenavam à morte. Marcela de Jesus  sobreviveu durante 1 ano, 8 meses e 12 dias. Esta é mais uma prova de que os anencéfalos devem sobreviver. E, se não tivesse se engasgado com leite, Marcela continuaria por aqui. Sua morte nada tem a ver com a anencefalia. Qualquer criança pode se asfixiar com leite ou similares. Chegou o dia de Marcela, ela teve que partir. Marcela mostrou  a todos que é possível a sobrevivência dos anencéfalos, neste mundo cruel e prisioneiro das formas. E mostrou que a sobrevida dos  anencéfalos não só é de algumas horas, como muitos defendem, mas que pode chegar a  muitos dias e anos.  Nós ficamos muito felizes por ela, ela que veio com a missão de mostrar aos homens que a Vida sempre é possível, mesmo com a ausência de algumas partes do corpo. No caso dos anencéfalos sabemos que a ausência de córtex cerebral e calota craniana é uma condição dificultante e limitante das funções vitais, mas, nem por isto, estas criaturas, estes seres humanos, devem ser condenados à morte.
Parabéns a D. Cacilda, mãe de Marcela,  e que este período de 1 ano e 8 meses tenha servido de reflexão para todos àqueles que são a favor do aborto dos anencéfalos.

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