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Maio 24, 2007
Filed Under (Eutanásia, Ortotanásia, Distanásia) by Dra. Tania Leimig on 24-05-2007

EutanasiaEntrando na questão para se decidir a morte ou o prolongamento da vida de um ser temos a Eutanásia, Ortotanásia e Distanásia.
A Eutanásia que representa um suicídio assistido dispõe aos pacientes a oportunidade deles decidirem se querem continuar vivos ou não, interrompendo os fenômenos biológicos, ainda que deficientes, porém ainda existentes e quiçá reversíveis, através da retirada dos aparelhos ou suprimindo os medicamentos.
A Ortotanásia representa a suspensão de procedimentos ou tratamentos que têm como objetivo a manutenção artificial da vida de um paciente terminal, com enfermidade grave e/ou incurável, deixando-o morrer naturalmente e de uma forma mais confortável e rápida, como tratam os médicos chamando a ortotanásia de “forma higiênica” de se morrer ou “morrer bem”; mas que pode ser considerada um sinônimo da eutanásia.
E a Distanásia é o prolongamento artificial da vida de um paciente terminal sem perspectiva de cura ou melhora, através de sedação e da administração de medicamentos que promovam a continuidade do trabalho de algumas células.
Cada cidadão tem o direito de dispor da sua vida como queira, mas o momento da morte, que é um fator natural biológico, requer uma maior sensibilidade, pois, geralmente, entram em conflito os mais variados sentimentos, dos parentes e dos que estão ligados ao convalescente. O sentimento de ausência e de “perda”, leva a muitas pessoas a tomarem medidas radicais, a fim de aliviar por completo o sofrimento daquele que está no leito, mas inconscientemente, também o seu.
A ética deve estar implícita em todos os nossos atos e principalmente na decisão de uma vida.
Vida esta que não nos compete tirar, porque não foi dada por nós, mas por alguém Superior.
A visão mecanicista e materialista sobre os fatos e as pessoas nos distancia bastante do respeito as obras da Criação.
Os profissionais da área de saúde, devem compreender o momento da família, mas não buscar meios ilícitos, como a eutanásia, para ir além das suas competências que são as de promover a saúde e de cuidar da vida, trocando as suas atribuições pela decisão da morte de um paciente terminal.
Assim como a eutanásia deve ser evitada, a distanásia também é um método antinatural, pois, o respeito pela pessoa não implica, necessariamente em prolongar sua vida a qualquer preço. A distanásia, pelo ingrediente de egoísmo que concentra na atitude, em geral dos familiares, é tão cruel quanto a eutanásia. Assim como não é ético matar alguém através da eutanásia ou de outros métodos, igualmente foge-se de qualquer parâmetro moral o conservar artificialmente uma vida que esteja comprovadamente fadada à morte.